1964
CRIAÇÃO DO SERVIÇO NACIONAL DE INFORMAÇÕES
monitorar E REPRIMIR é a ordem
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A Lei nº 4.341, de 13 de junho de 1964, criou o Serviço Nacional de Informações (SNI), um órgão central de inteligência e controle político, que monitorava movimentos sociais, sindicatos, estudantes e qualquer grupo que pudesse questionar o Estado, sendo ele um dos principais instrumentos de repressão do regime militar no Brasil. Entre as atribuições do SNI estava o espionagem e monitoramento do Movimento Negro, cujas atividades, centradas na denúncia do racismo estrutural e das desigualdades sociais, eram consideradas subversivas de acordo com a Lei de Segurança Nacional.
Resistências Radicais
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NEGROS ORGANIZADOS: AMEAÇA À MORAL E À SEGURANÇA NACIONAL
DOCUMENTO DO DOPS SOBRE FICHAMENTO DE ATIVISTA DO MOVIMENTO NEGRO
Durante o regime empresarial-militar, o Serviço Nacional de Informações (SNI) e órgãos como o DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) monitoravam sistematicamente lideranças e organizações do Movimento Negro. Ativistas como Sueli Carneiro foram fichados, vigiados e considerados elementos subversivos por denunciarem o racismo estrutural e lutarem por direitos civis e sociais da população negra.
O SNI, criado pela Lei nº 4.341, de 13 de junho de 1964, tinha entre suas atribuições o espionagem de movimentos sociais e políticos que pudessem questionar a ordem estabelecida. Nesse contexto, as organizações negras, suas lideranças e suas pautas antirracistas eram rotuladas como ameaças à segurança nacional, submetidas à vigilância permanente e à repressão violenta, numa tentativa de silenciar suas vozes e inviabilizar suas lutas por igualdade e justiça.
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MEMORIAL DA DEMOCRACIA. SNI: NASCE O MONSTRO DA ESPIONAGEM. Memorial da Democracia, 2015.
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